Colete flutuador para caiaque – Como escolher

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Você sabe qual a diferença entre um colete salva vidas e um colete flutuador para caiaque? Fizemos um guia que ajuda você a escolher o colete ideal.

Coletes salva vidas

colete salva vidasColetes “salva vidas” são coletes que fazem com que o usuário desacordado não se afogue, pois uma parte dele envolve a nuca e a parte posterior da cabeça, fazendo com que a cabeça permaneça fora d’água. Normalmente são usados em turismo, transporte em embarcações a motor. No Brasil o mais comum é o da imagem ao lado. É bastante incômodo, chamado de ferradura por causa de seu formato.

Coletes auxiliares de flutuação ou colete fluador para caiaque

Colete flutuador para caiaqueNa prática de esportes usamos coletes auxiliares de flutuação ou colete flutuador. A diferença é que ele envolve toda região do tórax mas não impede afogamento em caso do usuário cair desacordado na água. Eles são usados principalmente para esportes e tem a principal função promover conforto com liberdade de movimento e promover flutuação.

coletes “híbridos”

Colete salva vidas tipo 5Híbrido é uma palavras estranha mas foi a que encontrei. Mas alguns modelos gringos, possuem uma dobra articulada, algumas vezes inflável, na parte das costas que torna o colete um salva-vidas em situações de perda de consciência ou até mesmo aumentar a sensação de conforto para não nadadores, mantendo a cabeça fora d’água. São indicados também para velejadores. São classificados como modelos de tipo 5.

Algumas dicas são importantes para não jogar dinheiro fora e encontrar o colete ideal para o tipo de atividade que deseja praticar. Fizemos um guia para ajudar você.

dicas para comprar um colete flutuador

  • Flutuabilidade baseada no peso ou estatura do remador. Não adianta comprar se baseando apenas em tamanhos mas sim no limite de peso indicado.
  • Tamanho do corte na parte das axilas (o quão cavado é) para evitar assaduras;
  • Conforto e liberdade de movimentos;
  • Se você remará sempre em grupo em locais abrigados, talvez não precise investir tanto.
  • Tamanho geral. Não necessariamente o tamanho do colete tem relação com sua flutuabilidade, mas sim a densidade e qualidade dos materiais. Um colete muito grande atrapalha a remada e em alguns casos fica raspando no aro do cockpit caiaque oceânico, fazendo-o subir, gerando incômodo. Normalmente são maiores na frente e menores atrás;
  • Ventilação. Se você gosta de remar no verão ou é daqueles que acha que colete incomoda. Esse pode ser um fator há observar. Há opções que aliam um tamanho adequado com ventilação, mas se atente sempre a capacidade de flutuação.
  • Verificar se há zíperes metálicos pois se for usado em mar, acabará inutilizado devido a oxidação;
  • Bolsos de “redinha” são interessantes para manter um protetor solar à mão, seu apito de salvatagem, rádio VHF, câmera ou até mesmo uns petiscos :);
  • Há coletes com desenhos em materiais reflexivos, para facilitar resgates noturnos;

 

Abaixo, uma lista com vendedores de coletes flutuadores para remadores no Brasil:

 

Usar colete no corpo ou preso no caiaque?

No Brasil, seja pelas condições climáticas privilegiadas, águas quentes e por fatores culturais, existe uma tendência a subestimar as condições e situações.

Quanto ao uso de coletes, muita gente acredita que pode levar no caiaque e vestir somente quando precisar, ou ainda, que pessoas experientes não precisam, como se colete flutuador servisse só para quem não sabe nadar.

Porém na prática, quando ocorre uma situação de emergência, muitos fatores podem estar envolvidos e pode ser que não se consiga ou que demore demasiadamente para vestir o colete.

Situações de ventos fortes que geram ondas, deslocamentos de membros ou fraturas, mal súbitos, entre outros fatores. Sem contar que é muito difícil vestir algo que flua se estamos imersos na água. É como tentar vestir um colete fujão :).

Portanto, repita como um mantra:

“Um equipamento de segurança só é um equipamento de segurança se estiver pronto para uso e estivermos treinados para usa-lo”.

E coletes salva-vidas com homologação da marinha?

No Brasil não existe colete auxiliar de flutuador para prática de esportes homologado pela Marinha do Brasil.

Entre coletes homologados comum achar coletes “salva-vidas” no formato de ferradura em embarcações à motor e alguns coletes em formato de “jaqueta” bem genéricos, de qualidade muito ruim se for colocado à prova.

Isso porque o processo de homologação envolve grana e burocracias que não vem ao caso.

coletes flutuadores importados

Em outros países existem modelos esportivos homologados e com extrema qualidade. Algumas marcas tradicionais estrangeiras de colete flutuador para esporte.

 

Pela US Coast Guard, guarda costeira norte-americana, os coletes são homologados com um número de classificação que corresponde ao modelo. Os coletes do tipo 3 são os preferidos para práticas de remo e suas capacidades de peso começam em 15 lbs ou algo próximo de 7 kg.

Classificação de coletes flutuadores e salva vidas de 1 a 5
Classificação de coletes flutuadores e salva vidas de 1 a 5

Em inglês, os coletes flutuadores são chamados PFD (Personal Floatation Devices ou Dispositivos de Flutuação Pessoais) e são divididos em grupos como:

  • Perfil alto: (flutuação aprox. de 12 kg) normalmente são coletes maiores com espumas grossas e grande volume, para remadores de grande estatura ou peso ou para pessoas que não nadam.
  • Perfil médio (flutuação aprox. de 8 kg) são mais confortáveis e com tamanho médio, dão mais liberdade de movimento. São os mais versáteis, indicado para maioria dos públicos.
  • Perfil baixo (flutuação aprox. de 8 kg) assim como perfil médio, possui mesma flutuação, mas suas placas flutuantes são mais concentradas no centro do colete, deixando muito mais liberdade de movimentos.

 

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